Ruby on Rails 2.1, o que há de novo (What’s New)?

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Mal saiu a versão 2.1 do Rails e o Carlos Eduardo já entrou “rasgando” juntamente com o Marcos Tapajós, da ImproveIT, Ambos foram protagonistas de uma façanha digna de um marco na história da Comunidade Rails Brasileira após lançarem sem exagero nenhum o primeiro livro sobre Ruby On Rails 2.1 do mundo absolutamente de graça.

E não pára por aí não, em poucos dias já saiu a “versão em inglês do livro”: http://www.nomedojogo.com/2008/06/09/new-free-book-ruby-on-rails-21-whats-new/ para que todos o railers do mundo tenham acesso a esta bela publicação.

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Eu não podia deixar passar esta notícia que sem dúvida nenhuma mostra o grande potencial dos profissionais de TI brasileiros.

Eu só dei aquela típica “passada de olhos por cima” para ver a qualidade do produto. Está sensacional. Contudo, ainda não parei para ler pois me encontro em uma fase complicada, deadline da monografia, menos de um mês para a entrega revisada e encadernada e aproximadamente um mês para a defesa. Após este período, prometo que junto com a comunidade brasileira estudarei muito para colaborar um pouco.

Redmine, o trac perfeito?

Como já disse algumas vezes, em nossa equipe estamos modificando a nossa estrutura, em busca de maior produtividade e integração de ferramentas como o Git. Já estamos experimentando o Retrospectiva, mas este não resolveu nossos problemas e ainda criou alguns outros. Por exemplo, ele não tem ferramenta de estimativa de tempo, o que em nossa equipe é muito importante. Foi então que o Everton deu a idéia de utilizarmos o Redmine, é um trac em Rails que tem todos os recursos que utilizamos no Trac atual e além disso, tem muitos recursos que no Trac só funcionam como plugins.

Uma breve olhada no demo do Redmine nos deixou muito felizes, pois ele tem tudo que utilizávamos no Trac e mais um pouco! E o melhor de tudo, é em Ruby on Rails. Ok, é em Rails, mas o que isso tem a ver? Isso permite que além de termos a possibilidade de colaborar com a comunidade de desenvolvimento, possamos criar outros recursos que acharmos necessários ou integrar com uma futura ferramenta, como nosso site ou blog.

Entre os recursos que achamos diferenciais no Redmine, o principal é o fato de ele ser multi-projetos e permitir que o administrador determine a qual projeto cada usuário pertence. E o melhor de tudo, tem suporte a Git, o que atualmente tem se tornado muito importante para nós.

Algumas telas do Redmine:

gantt

issue_list

spent_time

Alguns recursos do Redmine:

  • Multiple projects support
  • Flexible role based access control.
  • Flexible issue tracking system
  • Gantt chart and calendar
  • News, documents & files management
  • Feeds & email notifications.
  • Per project wiki
  • Per project forums
  • Simple time tracking functionality
  • Custom fields for issues, projects and users
  • SCM integration (SVN, CVS, Mercurial, Bazaar and Darcs)
  • Multiple LDAP authentication support
  • User self-registration support
  • Multilanguage support
  • Multiple databases support

Com todos estes recursos, não tem porque não utilizar o Redmine. Veja mais alguns recursos do Redmine.

O que há com os desenvolvedores que utilizam Rails?

Primeiramente vou falar sobre o fato que me levou a escrever este post. Há um tempo atrás escrevi um post rápido falando da dificuldade de validar a marcação dos formulários em rails com o W3C validator. A minha reclamação foi ouvida, ou pelo menos o problema foi solucionado. Hoje já é possível que inputs com o name do tipo name="post[title]" passem na validação da W3C.Para verificar isto comecei a acessar alguns sites em rails, e fiquei pasmo com o fato de muitos deles não passarem na validação, por erros bestas como a falta de elementos básicos como a barra no final de tags como <br /> ou ainda o não fechamento de tags. Então fui na página do Rails e dei uma verificada nos sites indicados. O resultado foi:

Dos projetos brasileiros em rails:

Da amostra acima, temos 83% de reprovação no W3C Validator, o que atualmente acho demais! Na verdade acredito que com todos os recursos que o Rails oferece, a reprovação deveria ser muito menor, algo em torno do inverso do resultado atual, ou seja, 15%.

Com este artigo não tenho como objetivo participar da promoção do Rails Podcast Brasil, mas sim alertar a todos os desenvolvedores da necessidade de ter um código limpo e semanticamente correto. Muitos podem achar que é exagero e paranóia ficar se preocupando com a validação da sua marcação, mas a verdade é que devemos pensar sempre no usuário, e não na conveniência de fazer uma marcação rápida para entregar o trabalho logo e receber. É muito importante discutir acima de tudo sobre a semântica da coisa, e dedicar um tempo especial para isso. Já perdi tardes batendo boca com os colegas de equipe – em especial com o Everton, que tem uma noção muito boa de padrões web e semântica – de como otimizar a marcação para deixá-la limpa e fácil de entender. Posso afirmar que não foi tempo em vão.

Microformats são uma maravilha, com Mofo melhor ainda!

Acabo de ler um post bem legal no Nome do Jogo, é um screencast mostrando como utilizar Microformats com um gem do Ruby de forma fácil e rápida (como tudo no ruby). O nome deste gem é Mofo, ele é muito útil para chamar dados de um web service, como por exemplo seu perfil no Linkedin. Como o próprio Carlos Brando mencionou no Podcast dele com o Akita - o Rails PodCast Brasil – ele está preparando assuntos bem legais para os screencasts e aprendendo como se faz, então a dica é para algo sério e bem feito!

Eu já postei algumas coisas sobre Microformats na versão 1.0 deste blog, pois eu vi uma palestra do Élcio Ferreira sobre o assunto no 9º ELPI. Eu particularmente achei esta idéia simples e muito produtiva, pois ela já permite que com uma extensão do Firefox chamada Operator, você tenha acesso fácil e rápido aos dados mais importantes do perfil da empresa ou da pessoa.

Como fazer o seu Microformat com marcação XHTML? É Fácil!

Agora se você quer algo mais sofisticado Carlos Brando é a solução.

A importância do parametro ALT na utilização de imagens

Muito me pergunto por que as pessoas não utilizam o parâmentro alt do elemento img no XHTML. Vou provar agora porquê é necessário utilizá-la.

A tag alt permite que browsers leitores de tela, como o elinks identifiquem o que há na imagem através de texto. Como é possível ver abaixo, a linha que está marcada em branco com a escrita emacs no ubuntu é a imagem do post anterior.

Isto não é importante apenas para que um leitor de tela comum consiga explicitar o conteúdo da imagem, mas também para que deficientes visuais consigam identificar o que está no texto, garantindo maior acessibilidade ao seu site, bem como que os buscadores também consigam indexar a imagem, dando maior relevância ao seu site ao utilizar as palavras referentes à imagem.

Como usar o atributo alt? Simples:


<img src="sua_imagem.jpg" alt="texto referente a sua imagem" />

Atenção: fique atento à utilização do atributo alt em elementos como os de links, que é muito comum. Leia aqui para saber como utilizar melhor o atributo alt em marcações XHTML.